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Prêmio MMA Warrios 2015

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1 Prêmio MMA Warrios 2015 em Dom 3 Jan - 14:07:01

Luta do ano
Dentro do UFC, Robbie Lawler VS Rory MacDonald II, co-main event do UFC 189 em 11 de julho, que foi um show de sangue e sem sombra de dúvidas devia ter sido main event.
E fora do UFC, Justin Gaethje VS Luis Palomino, no WSOF 19 em 28 de março. Os dois primeiros rounds começaram com tudo, os dois usando praticamente todo o gás que tinham e do meio do segundo round até o final da luta, no terceiro, virou briga de bêbados - mas uma ótima briga de bêbados. A revanche entre eles, em 18 de setembro, foi mais morna e durou menos - mas mesmo assim foi boa também.

KO do ano
O nocaute do ano veio do Bellator, e de maneira muito improvável - pelo menos o mais plástico. Hisaki Kato, um japonês pouco conhecido, entrou para lutar contra o norte-americano Joe Schilling, kickboxer do GLORY e famoso por agüentar muita pancada. Pois no começo do segundo round, confiando em seu poder de nocaute, Kato deu um superman punch em Schilling e o levou à nocaute.
Já o nocaute mais improvável e chocante do ano foi o de Conor McGregor sobre José Aldo. Aqueles 13 segundos chocaram o mundo.

SUB do ano
Esse ano o prêmio de finalização da noite vai para Ben Fodor, mais conhecido como o "super-herói de Seattle" Phoenix Jones. Ele enfrentou Roberto Yong no WSOF 23 em 18 de setembro e o venceu com uma rara chave de coxa.

Empate/NC/desclassificação do ano
O prêmio vai para Ben Askren defendendo pela primeira vez seu cinturão do ONE contra Luis "Sapo" Santos. Askren estava tomando atraso, se jogava o tempo todo no chão tentando amarrar a luta, estava sendo completamente anulado... e um dedinho salvador caiu do céu! Askren deu uma dedada no olho de Sapo - ele jura que foi acidental - tão forte que o brasileiro não conseguiu voltar e ainda teve que fazer cirurgia. Uma pena que os problemas de Sapo com a balança impediram a revanche...

Lutador do ano
Andrei Arlovski. O Pitbull saiu do UFC em 2008 e retornou após o fim do Strikeforce, mas não quando a Zuffa incorporou os lutadores ao UFC. Apesar do vampiro ter voltado meio na miúda em uma luta contra Brendan Schaub que terminou por SD e de muitos fãs continuarem não confiando em seu queixo, Arlovski mostrou que ainda é muito competitivo na HW ao bater Antônio "Pezão" Silva no Brasil e de ter feito uma luta totalmente espetacular contra Travis Browne, que só não virou luta do ano porque acabou ainda no primeiro round. Para fechar o ano, ainda enfrentou Frank Mir. Com vitória de Arlovski, já cotado para enfrentar Fabrício Werdum ou Cain Velasquez pelo cinturão HW - mas para isso ele vai ter que enfrentar Stipe Miocic no primeiro evento de 2016.

Evento do ano
UFC 194. Com 3 lutas fantásticas no main event e outas lutas fodas no preliminar e com duas chocantes trocas de cinturão na mesma noite, sem dúvida que foi o evento de 12 de dezembro. O Bellator 142 em parceria com o Glory chegou perto, com 21 lutas (16 de MMA e 5 de kickboxing), duas disputas de cinturão LHW (uma no MMA e outra no kickboxing) e um GP LHW de MMA, mas o main event do UFC 194 superou com apenas 3 lutas.

Evento (que foi planejado de um jeito mas não ficou igual ao planejado) do ano
UFC 187. Começou com a oitava defesa de cinturão de Jon Jones contra Anthony Johnson, a segunda defesa de cinturão de Chris Weidman contra Vitor Belfort e a disputa de próximo desafiante ao cinturão LW entre Khabib Nurmagomedov e Donald Cerrone. Aí começou a zuar a porra toda quando o cinturão LHW de Jon Jones foi retirado (veja mais na Bomba do ano) e substiruíram ele por Daniel Cormier. Continuava evento do ano, mas aí Nurmagomedov anunciou que estava lesionado, e numa categoria com 107 lutadores, a mais competitiva do mundo, decidiram que o melhor adversário para Cerrone enfrentar no lugar do russo seria... John Makdessi? Numa categoria com Anthony Pettis, Josh Thomson, Tony Ferguson, Al Iaquinta e mais vários lutadores que topariam subir da FW para uma superluta, o único "tapa-buraco" disponível era mesmo John Makdessi? Bem, o evento no final superou expectativas, teve algumas boas surpresas e outras nem tanto, mas ainda assim quase ficou como evento do ano.


Vitória do ano
A vitória na trilogia de Alexis Davis em cima de Sarah Kaufman, no UFC 186. Kaufman havia vencido Davis nas duas primeiras lutas e estava falando demais na mídia que venceria Davis pela terceira vez, inclusive "se oferecendo" para lutar contra Ben Henderson quando ele falou de salvar o evento após a saída de Rampage por conta da disputa judicial (veja mais abaixo no Momento Jurídico do Ano), topando duas lutas praticamente seguidas. Nessa, Davis começou a ficar com fama de "boazinha demais" depois de entrar pra lutar contra Ronda Rousey com um enorme sorriso na cara e de declarar que tinha "sumido um tempo" para aliviar a derrota de Cat Zingano, já que Davis perdeu em 14 segundos e Zingano em 12. Pois bem, na terceira luta entre Davis e Kaufman, Kaufman levou a melhor no primeiro round e, no segundo, Davis conseguiu encaixar um armlock invertido e, acabando a fama de boazinha, Kaufman bateu em desistência mas Davis somente soltou com o juiz intervindo.


Derrota do ano
Não foi uma derrota de lutador, mas sim do próprio UFC, que tentou, tentou, mas não conseguiu fazer o MMA ser legalizado na cidade de New York City. A grande ironia é que a mesma cidade aprovou até o projeto "Chicken Wing Day", que deu um dia às famosas asinhas de frango com molho.
Mas já que é pra falar de lutadores, a derrota de Ronda Rousey na luta contra Holly Holm mexeu demais com o MMA, além de ter mudado toda uma perspectiva em relação ao MMA feminino em geral.


Aposentadoria do ano
O que teve de aposentadoria esse ano foi fora do comum. Uma não muito comentada foi a de Adlan Amagov. O meio-médio russo de mãos pesadíssimas fez sua última luta no UFC 166 em 2013 quando nocauteou brutalmente TJ Waldburger, que foi parar no hospital. Ele ainda foi marcado para enfrentar Jason High em 2014 mas se lesionou treinando. Mas esse ano, alegando que queria ver os filhos crescerem e que estava complicado baixar para 77kg antes das lutas, Amagov optou por se aposentar. Mas ainda teve que voltar à mídia para dizer que não foi por motivos religiosos, igual alguns sites divulgaram.


Golpe (independente de ter sido KO, tentativa de SUB e de ter pêgo ou não) do ano
O soco que Lei'd Tapa acertou em Gabi Garcia no Rizin e levou a brasileira ao chão. Não vamos esquecer que Garcia entrou como total favorita e nesse momento aqueles que apostaram muito nela devem ter infartado.


Bomba do ano
O acidente de carro que envolveu o campeão LHW do UFC, Jon Jones, e que mexeu demais com o evento do ano, o UFC 187. Jones bateu seu carro no carro de uma mulher grávida, fugiu do local do acidente sem prestar socorro, foi reconhecido por um policial, teve que se deitar no chão com armas apontadas, e ainda novamente com problemas de drogas (após o UFC 182, ele caiu no antidoping de cocaína, mais pra baixo no Doping do ano explico melhor), seu carro tinha maconha e um cachimbo. Como não foi o primeiro acidente de carro e nem a primeira vez que ele estava com drogas ilícitas, o UFC não conseguiu passar um pano no caso e tirou o cinturão dele, já avisando que a próxima é rua.


Round do ano
Bem, foi um round e uma luta inteira, na verdade. No UFC 187, Andrei Arlovski e Travis Browne entraram para lutar e botaram o cage abaixo. Em um momento que lembrou bastante o desfecho da luta entre Pat Barry e Cheick Kongo em 2011, Arlovski estava semi-nocauteado em pé mas ainda conseguiu apagar Browne no soco. Só não foi luta do ano porque acabou ainda no primeiro round.


Decepção (momento decepção no MMA, independente do que tenha sido) do ano
Uma parada que decepcionou gente demais foi o acordo do UFC com a Rebook para pagamento de patrocínio. Foi altamente criticado por alguns lutadores, outros até gostaram. O patrocínio da Rebook é por luta (e não mensal) e nivela os lutadores pela quantidade de lutas feitas no UFC, WEC e Strikeforce, dando apenas um adendo aos que farão disputa de cinturão e campeões. Com isso, um lutador como Hector Lombard, de talento conhecido e reconhecido, postulante forte ao cinturão do WW UFC e que possui seis lutas no UFC, ganha bem menos de patrocínio da Rebook que um lutador como Josh Koscheck, outrora excelente lutador mas hoje em fase complicada a ponto de se dizer "duvido que ele dispute o cinturão novamente" mas que receberá mais que o dobro do patrocínio da Rebook do que Lombard, simplesmente por ter mais tempo de casa.


Garfo do ano
Dois garfos memoráveis esse ano. O primeiro garfo eu adorei por ser hater dele, foi para Jorge Masvidal: em resultado extremamente polêmico, seu adversário Al Iaquinta saiu vitorioso por decisão dividida, Iaquinta ainda xingou a platéia que o vaiou, após cumprimentar Masvidal pela luta. E o segundo aconteceu no TUF Brasil 4, na luta entre Matheus Nicolau e Reginaldo Vieira pelas quartas-de-final do peso-galo: Vieira venceu os dois primeiros rounds com relativa vantagem, mas os árbitros pediram por um terceiro round onde Nicolau sobrou - mas não a ponto de ter um 10-8 - e mesmo tendo claramente vencido os dois primeiros rounds, Vieira ficou com a primeira derrota para o time de Anderson Silva e dos irmãos Nogueira.
Reclamem à vontade, mas Yoel Romero vencendo por SD Ronaldo Jacaré não foi garfo!

Pior luta do ano
Não foi uma luta tão ruim assim na minha opinião, mas Ryan Bader VS Phil Davis no UFC Fight Night Gustafsson VS Johnson fez vários espectadores literalmente dormirem na platéia. Porém Dan Kelly VS Patrick Walsh em março é considerada não só a pior luta do ano pelos fãs de MMA, como uma das piores lutas de MMA desse milênio.


Momento WTF do ano
Os árbitros de MMA se superaram esse ano em inúmeros momentos WTF. Eduardo Herdy, no Fight Night Maia VS LaFlare, parou a luta entre Leandro Buscapé e Drew Dober sob a alegação de ver Dober apagado em cima de Buscapé. Herb Dean, no UFC 189, parou a luta valendo cinturão no main event do UFC 189 quando Chad Mendes caiu no chão semidesacordado, mas era uma disputa de cinturão, onde certas regras sempre são mais... digamos... mais frouxas, para o espetáculo durar mais, e também deixou Luke Rockhold desferir quase 100 golpes em Chris Weidman porque era final de round e também disputa de cinturão, no UFC 194. Yves Lavigne, no Fight Night Ellenberger VS Thompson, fez uma parada de luta semelhante após Maximo Blanco dar um soco que somente desequilibrou Dan Hooker sem nocautear. A diferença entre os três é que, enquanto Herdy é praticamente desconhecido, Lavigne e Dean sempre foram árbitros praticamente exemplares. Quer dizer, o Dean nem tanto, mas... bom, enfim...


Zebra do ano
Sem dúvida foi a vitória de Uriah Hall sobre Gegard Mousasi no UFC Japão. Depois de tomar o maior atraso no primeiro round, Hall voltou, acertou um chute rodado que nem ele achava que ia pegar em cheio, e aproveitou a ocasião. Pelo jogo de um e do outro, era a luta de resultado mais previsível da noite - e acabou de um jeito que ninguém conseguiria prever.


Demissão do ano
Por ter sido a demissão de uma figura tão onipresente mesmo sem ser lutador, Jacob Duran, o cutman Stitch, fica com o prêmio. Ele foi demitido do UFC após ter falado mal do acordo entre o UFC e a Reebok. Em tempos: Stitch logo conseguiu vaga no WSOF e no boxe. Mas rivaliza com a barca dos 50 que o UFC fez esse ano.


Árbitro do ano
Foram tantos tropeços de tantos árbitros que esse ano não tem como premiar algum.


Piada do ano
Nada foi tão piada igual o lançamento dos uniformes da Reebok na manhã de 30 de junho. Começou que dias antes o UFC soltou um comunicado enigmático dizendo que na data em questão a "história seria escrita", e ninguém deu muita bola por causa do anúncio do começo do ano que serviu somente para dizer que todos os eventos do ano teriam data agendada desde o início. Bem, a apresentação dos uniformes dos países ficou mais para um desfilezinho de moda com cara de Pirapitingüi Fashion Week (nada contra os habitantes da cidade) utilizando os próprios lutadores como modelos de passarela, no final das contas. Na hora de apresentar o uniforme dos campeões, todos estavam lá - Werdum, Cormier, Weidman, Lawler, dos Anjos, Dillashaw, Johnson, Rousey, Jędrzejczyk... e cadê o José Aldo? Bem, as piadas continuaram na loja virtual:

* mistura de nomes (como Norifumi Yarkovlev, misturando Norifumi Yamamoto e Alexander Yarkovlev)
* ausência de apelidos (como na camiseta de Leandro Buscapé, que ficou Leandro Silva dos Santos)
* as camisetas com nomes que nada diziam (como a de Demian Baptista, que foi batizado como Demian Maia Baptista)
* nacionalidades trocadas (nessa Ben Henderson virou sul-coreano)
* nomes escritos errados (a preferida da maioria foi a de Giblert Melendez)
* e até camisetas feitas para lutadores que não estão no UFC desde antes do anúncio da parceria com a Reebok, como Guto Inocente (uma das poucas camisetas que ironicamente saiu certa)

A impressão que deu é que o pessoal da Reebok foi no RH da Zuffa e pediu a lista de todos os lutadores, mas apenas com o nome inteiro e a nacionalidade. E a Reebok, como uma boa inglesa, tem aquele negócio de só chamar a pessoa pelo último sobrenome. Bem, para uniformes personalizados, parece que absolutamente ninguém da Reebok sequer conversou com algum lutador para saber o que eles queriam, só queriam que tudo saísse preto e branco - ou branco e preto. E tudo isso vendido para o público por aproximadamente 80 dólares a camiseta.

E pra encerrar o ano com chave de ouro no quesito "fuder o bolso dos lutadores", ainda divulgaram que só nesse ano de 2015 o UFC lucrou 600 milhões de dólares.


Pesagem do ano
UFC 189. Foi a primeira vez que uma pesagem teve mais gente que os eventos. E por um dia, Las Vegas virou um pedaço de Irlanda nos USA.


Encarada do ano
Duas encaradas esse ano foram fantásticas. Godofredo Pepey vem em uma ascendência fantástica. E na sua luta contra o prospecto da Alpha Male, o também FW Andre Fili, o brasileiro simplesmente destruiu na encarada. Ele venceu a luta depois com uma finalização muito boa, mas a vitória já tinha começado na encarada. E a encarada entre Marion Reneau e Holly Holm entrou para a história como uma das mais tensas da história do UFC. Holly Holm também destruiu Ronda Rousey na encarada do UFC 193 e pode pegar o título de "rainha das encaradas".


Poster do ano
Rizin FF 2. Os lendários pôsteres do PRIDE voltaram, agora em nova casa.


Treinador do ano
Rafael Cordeiro. O trabalho do antigo treinador da Chute Boxe, hoje com a Kings MMA, rendeu dois cinturões brasileiros (LW para Rafael dos Anjos e HW unificado para Fabrício Werdum) em vitórias sobre campeões outrora tidos como invencíveis (Anthony Pettis e Cain Velasquez).


Academia do ano
A AKA pode não ter o melhor treinador do ano, mas é a melhor academia do ano - segundo seus lutadores, a melhor academia do mundo.


Lesão do ano
Com a quantidade de lesões que aparece, é complicado escolher a que teve mais destaque. Mas ficam as menções honrosas para o UFC Polônia e o UFC Dublin, ambos recheado de baixas.


Doping do ano
Será dividido entre os "homens das superlutas" Anderson Silva e Jon Jones. Anderson caiu no doping de testosterona - que ele alegou ser para a recuperação da fratura na perna que quebrou lutando contra Chris Weidman no final de 2013 - e Jones caiu no doping de cocaína - chegou até a passar uma noite em uma clínica para dependentes químicos - além do caso onde ele provocou um acidente de carro e no interior do veículo tinha um cachimbo e maconha.


Arregada do ano
José Aldo. Pra quem achava tão simples vencer Conor McGregor, uma lesão por overtaining ficou muito mal-explicada. Até porque foi idêntica à história de Anderson Silva com Chael Sonnen no UFC 117, com a diferença que o Spider não divulgou a costela quebrada, entrou pra luta e ainda venceu, enquanto Aldo, com medo de perder a teta do cinturão, ainda teve a cara-de-pau de reclamar quando foi colocado um cinturão interino. E depois ainda perdeu a teta do cinturão...
Talvez dê pra dividir o troféu com a Cristiane Cyborg, que falou, falou, falou e fez tanto fuzuê pra Ronda Rousey subir de categoria que no final das contas a ex-judoca perdeu e a luta das duas não tem mais apelo nenhum.


Campeão do ano
Demetrious Johnson. O campeão mais rápido do mundo só não desfruta de melhor status por causa de sua categoria, a FLY (até 56kg). Mas além de ser um campeão dominante (o único campeão dominante que sobrou no UFC, inclusive) e que faz lutas empolgantes, é também um lutador que busca a luta o tempo todo, tanto que no UFC 186 ele quebrou o recorde de Frankie Edgar de finalização mais tardia, com a luta sendo interrompida a 4 minutos e 59 segundos do quinto round. Kiyoji Horiguchi não é qualquer adversário, então pra ele não conseguir agüentar somente mais UM segundo... e sinceramente, duvido que alguém tire a cinta do Mighty Mouse nessa categoria. Vamos ver Henry Cejudo em 2016...


Momento jurídico do ano
A disputa judicial entre UFC e Bellator para Rampage lutar ou não lutar no UFC 186. Quem acabou vencendo foi o UFC, que teve seu co-main event mantido desde que a luta entre TJ Dillashaw e Renan Barão saiu do main event.


Momento "falou demais e falou boishta" do ano
Pela primeira vez, o prêmio não vai para uma figura feminina, já que nos outros dois anos quem ganhou foram a atriz pornô Kristina Rose e a lutadora transexual Fallon Fox. O prêmio esse ano vai para José Aldo, que declarou pra quem quisesse ouvir que vai passar por cima da nova legislação antidoping que proíbe re-hidratação intravenosa. Chegou a dizer que vai até dar "jeitinho brasileiro", quando falou que, se estiver desidratado, ele tem que ir pro hospital tomar soro e isso não pode se enquadrar no antidoping. Nunca é demais lembrar: perdeu a cinta em 13 segundos.


Luta mal-casada (independente de ter acontecido ou não) do ano
Esse ano de 2015 houve muita superação quando o assunto é luta mal-casada, mas igual Cezar Mutante (ex-MW) VS Jorge Masvidal (LW) na WW, não teve. Masvidal saiu vitorioso no primeiro round, enquanto Mutante não sei como ainda está no UFC.


Trollada do ano
Foram dois momentos trolls que mereceram dividir o prêmio esse ano. O primeiro, na luta entre Shane Campbell e Derek Boyle, no WSOF 18, Campbell deu um chute no corpo de Boyle, que sentiu o golpe e se encolheu. Nisso, Campbell faz um "hadouken" antes de partir pra cima e vencer a luta. E o segundo, na pesagem do Fight Night Berlim, Joanna Jędrzejczyk deu a Jessica Penne um colar feito de macarrão (porque penne é um formato de massa) e a norte-americana, que não ficou atrás na trollagem, deu a Joanna um anel, em referência ao personagem Smigol, de Senhor dos Anéis, que a polonesa lembra de longe. Em tempos: vitória de Smigol, quer dizer, Joanna Jędrzejczyk.

Frase do ano
Esse ano foram quatro frases do ano, e todas relacionadas ao acordo da Reebok com o UFC.
* "Não gosta do quanto está ganhando no UFC? Venha para o Bellator!", Tito Ortiz, alfinetando o UFC e o acordo.
* "Se você paga 95 dólares para usar uma camiseta com meu nome nas costas, você é um idiota!", Tom Lawlor, que está cagando e andando pra Reebok, que por conta desse patrocínio nem mais seus cosplays são mais permitidos.
* "Ninguém na minha família paga mais de 35 dólares em uma camiseta!", Matt Brown, sobre o preço.
* "Somente minha mãe me chama de Rebecca!", Bec Rawlings, que odiou ver sua camiseta com Rebecca Rawlings e ainda sem o "Bec" do apelido.

2015, um péssimo ano pra ser campeão dominante?
Sim! Porque em uma atitude inédita na franquia, o UFC colocou absolutamente TODOS os seus campeões para suarem a camisa. E a maioria dos lutadores que eram campeões ao fim de 2014 perdeu:
* Jon Jones venceu Daniel Cormier no 182 e teve o título retirado - leia a bomba do ano;
* Ronda Rousey venceu Cat Zingano no 184 e Bethe Correia no 190, mas perdeu para Holly Holm no UFC 193 em uma das derrotas mais chocantes do ano;
* Anthony Pettis e Carla Esparza perderam seus cinturões para Rafael dos Anjos e Joanna Jędrzejczyk no 185;
* Demetrious Johnson venceu Kiyoji Horiguchi no 186 e John Dodson no 191;
* marcaram Dillashaw VS Barão II no mesmo UFC 186 mas o campeão fraturou uma costela e desfalcou o evento sem colocar cinturão interino novamente para Renan Barão, mas depois no UFC on FOX 16, Dillashaw venceu novamente;
* Chris Weidman venceu Vitor Belfort no 187 e perdeu o cinturão para Luke Rockhold no 194;
* e tivemos como novo campeão LHW, Daniel Cormier, que depois defendeu a cinta contra Alexander Gustafsson;
* Cain Velasquez perdeu o cinturão linear na unificação contra Fabrício Werdum, que tinha o cinturão interino, no 188;
* e no 189, Robbie Lawler continuou campeão vencendo Rory MacDonald em uma das melhores lutas do ano e Conor McGregor virou o novo campeão interino dos penas, depois unificando os cinturões no 194;
* pra encerrar o ano, UFC On Fox 17, com Rafael dos Anjos defendendo seu cinturão na revanche contra Donald Cerrone.

E o ano já vai começar com Robbie Lawler defendendo seu cinturão WW contra Carlos Condit e no evento seguinte, TJ Dillashaw defendendo seu cinturão BW contra Dominick Cruz.

O futuro do MMA é olhar para o passado?
Uma coisa que deu muito problema nos anos 2000 e o UFC quer trazer de volta é a rivalidade entre academias. Talvez a rivalidades mais famosa seja entre a Chute Boxe e a Brazilian Top Team, que apresentou diversos lutadores lendários ao mundo e foi palco de acaloradas rivalidades. Pois bem, para dar uma cara nova ao TUF - já que fazer disputa entre nações anglófonas (TUF Nations) e buscar novos talentos pela América Latina (TUF Brasil e TUF Latin America) e pela Ásia (TUF China) só foi novidade nas primeiras edições - o UFC olhou para o passado e resolveu resgatar a rivalidade entre academias. Na verdade, a primeira tentativa de tal foi o primeiro TUF Brasil (Belfort era BTT e Wandeco era CB nos anos 2000) mas a coisa foi meio velada. Agora escancarou e o primeiro teste foi o TUF 21 entre a Blackzilians e a American Top Team, e já estão falando de TUFs futuros entre Jackson-Wink e AKA e/ou entre Nova União e Alpha Male. Fato é que o UFC tem uma enorme dívida de gratidão com o TUF e quer, a todo custo, manter o programa que "salvou a franquia" em 2005. Mas será que, pra isso, vale a pena recorrer a fórmulas de resultado incontrolável como alimentar a rivalidade entre academias?

Quem tem motivos pra lembrar pra sempre de 2015?
* Holly Holm, a nova campeã WBW do UFC em cima da outrora lendária e invencível Ronda Rousey;
* Conor McGregor, o novo campeão FW do UFC em cima do outrora lendário e invencível José Aldo;
* Lutadores de categorias antes com campeões dominantes e lutadores que perderam em disputas de cinturão, que agora vêem novas chances de sonhar com o cinturão;
* E fãs saudosistas do PRIDE, que tiveram uma sobrevida com o Rizin FF e a volta de Fedor Emelianenko.

Quem tem motivos para esquecer 2015?
* irmãos Pettis, que perderam no mesmo evento, Sergio coleciona derrotas em duas categorias e Anthony perdeu o cinturão LW do UFC para Rafael dos Anjos;
* Jon Jones, por ter ido de melhor lutador do mundo em atividade a inimigo público número um, literalmente, da noite pro dia;
* Blackzilians, que no mesmo evento perdeu duas chances ótimas de ter o primeiro cinturão do UFC na academia, e apesar de seu lutador Kamarudeen Usman ter sido campeão do TUF, a academia vitoriosa foi a American Top Team;
* Reebok, que... bom, dispensa comentários, é só ler a seção Piada do ano;
* Brasil no MMA, que além de um TUF pífio, também teve ingressos sobrando nos eventos realizados aqui e vários problemas na hora de disputar cinturão - as exceções nesse caso foram Werdum, RDA, Lôro, Bibiano e Marlon Moraes, porque Belfort perdeu, Sapo praticamente perdeu, Adriano Moraes perdeu, Douglas Lima perdeu, Barão perdeu, Bethe perdeu, Aldo quase fudeu totalmente um evento e depois perdeu;
* Thiago Silva, que tentou se reerguer após todos os problemas que teve e, além de não estar conseguindo, isso está se refletindo na sua carreira de lutador;
* Team Alpha Male, que além das duas derrotas seguidas por KO de Chad Mendes, ainda amargou Paige VanZant tomando uma tremenda surra, a perda de cinturão de Lance Palmer no WSOF e a saída de TJ Dillashaw da academia;
* Glendale Fighting Club e Edmond Tarverdyan, que acabou 2015 sem nenhuma vitória e ainda viu sua "galinha dos ovos de ouro" ruir;
* Julianna Peña, que brigou na rua e agora se vê seriamente ameaçada quanto a até continuar no UFc, quanto mais disputar cinturão;
* E Nick Diaz, que nem pedindo direto pra Barack Obama, conseguiu que a NSAC desse jeito em sua punição por ser maconheiro.

2015 acabou. O que continua igual?
* Demetrious Johnson continua campeão do UFC;
* UFC continua a maior liga de MMA do mundo seguido de longe pelo Bellator (mas bem mais perto que no ano passado);
* WSOF e ONE Championship continuam disputando ferozmente o posto de terceira maior liga do mundo, relativamente próximos do Bellator;
* A altitude da Cidade do México, tida como vilã no UFC 188 para todo mundo que perdeu;
* A maneira como o UFC trata seus lutadores que não são de primeiro escalão;
* E o Willian que continua virgem.


_________________
GSP, mesmo não sendo mais campeão, vai derrotar qualquer um que aparecer. Ele perderá quando enfrentar Matt Brown porque perdeu pra Hughes e Serra.

Carlos Condit rumo à cinta da WW! Lawler VS Condit II pra ontem!

Status atual: torcendo pra criarem a categoria cruzador (até 106kg ou 235lbs) no UFC porque é muita diferença de peso entre LHW e HW, pro UFC abrir mais categorias femininas e pro UFC voltar a ter concorrentes de peso tipo o WEC, o PRIDE e o Strikeforce. Ray Sefo e Scott Coker, tamo junto! Reebok, pro inferno!

Khabib Nurmagomedov será o primeiro campeão russo do UFC. Isso é, se o UFC for justo e ele deixar de ser de vidro.

TUF de FLYs, aí sim!

MMA é o esporte mais previsível onde imprevistos acontecem, porque não importa se a luta é entre Matt Hamill e Ryan Bader ou entre Rashad Evans e King Mo, ou então entre Fedor Emelianenko e Joe Kavey ou entre Jon Jones e Craig Allen: fechou o cage, qualquer um dos dois pode ganhar.
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2 Re: Prêmio MMA Warrios 2015 em Seg 4 Jan - 21:52:18

Davis X Kauffman vitória do ano? Agamov aposentadoria do ano? Jacaré X
Romero não foi garfo?

Quanto absurdo!


_________________
Fedor do pride e affliction > John Jones > George St Pierre > José Aldo > Shogum do pride > Dan Henderson na lhw do strikeforce > Co-Crop > Wanderley Silva do pride > Vitor Belfor fazendo trt > Cristiane Ciborg > Chuck Lidell > Lioto Machida > Kasushi Sakuraba antes do Wand > Anderson Silva sério > BJ Penn na lw antes do Frank Edgar > Renan Barão > Ronda Rousey > Chad Mendes > Igor Vovichanchy antes de perder pro Mark Coleman > Demetrios Johnson na flw > Hector Lombard no belator
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3 Re: Prêmio MMA Warrios 2015 em Ter 5 Jan - 15:18:59

Olha Beto, eu fiz a lista segundo minha opinião, já que tentei fazer por votação uma vez e não deu certo.
Davis X Kauffman vitória do ano? Pra mim sim, principalmente porque a Kaufman estava falando até de bater a Davis e o Bendo no mesmo dia.
Agamov aposentadoria do ano? Pra mim sim, Amagov é um russo sanguinário, podia ser campeão e parou praticamente no auge.
Jacaré X Romero não foi garfo? Pra mim não, o certo seria o juiz tirar ponto do Romero pela agarrada na grade, o que transformaria em Majority Draw o resultado - 28-28, 28-28 e 29-27 pro Jacaré.

Mas se você acha que pode fazer melhor, fica à vontade - terei o maior prazer em ler a sua premiação... aliás, até te dou uma dica ótima: hospedar imagens no imgur.com que é o melhor site pra isso.


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GSP, mesmo não sendo mais campeão, vai derrotar qualquer um que aparecer. Ele perderá quando enfrentar Matt Brown porque perdeu pra Hughes e Serra.

Carlos Condit rumo à cinta da WW! Lawler VS Condit II pra ontem!

Status atual: torcendo pra criarem a categoria cruzador (até 106kg ou 235lbs) no UFC porque é muita diferença de peso entre LHW e HW, pro UFC abrir mais categorias femininas e pro UFC voltar a ter concorrentes de peso tipo o WEC, o PRIDE e o Strikeforce. Ray Sefo e Scott Coker, tamo junto! Reebok, pro inferno!

Khabib Nurmagomedov será o primeiro campeão russo do UFC. Isso é, se o UFC for justo e ele deixar de ser de vidro.

TUF de FLYs, aí sim!

MMA é o esporte mais previsível onde imprevistos acontecem, porque não importa se a luta é entre Matt Hamill e Ryan Bader ou entre Rashad Evans e King Mo, ou então entre Fedor Emelianenko e Joe Kavey ou entre Jon Jones e Craig Allen: fechou o cage, qualquer um dos dois pode ganhar.
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