Você não está conectado. Conecte-se ou registre-se

Injeção de realidade: MMA ainda não é global

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo  Mensagem [Página 1 de 1]

Injeção de realidade: MMA ainda não é global


Faixada do “Strikers”

O Sexto Round andou com o freio de mão puxado na última semana por uma causa nobre: férias deste capial que vos fala.

Tive que aproveitar a oportunidade, meus amigos, afinal, as estrelas se alinharam: folga da patroa + aniversário de 26 anos.

A digníssima, que ficou encarregada de farejar um destino BBB (bom, bonito e barato), propôs aproveitarmos promoção de um obscuro site de compras coletivas.

E assim terminamos na República Dominicana.


Parte interna do bar

Pois bem, já estabelecido no paraíso de águas claras, jogos de azar e atividades noturnas empolgantes, o que o doente resolve fazer sábado à noite?

Caçar um local para assistir o TUF 17 Finale, claro.

No resort, o “Strikers” – bar esportivo- apareceu como salvador da pátria.

Cheguei no recinto na hora exata do início do card principal e, para minha surpresa, nenhuma das sete TVs transmitiam a pancadaria.

Basquete, baseball e campeonato espanhol de futebol ocupavam duas cada e um programa à la “Cops” – com batidas de carros e perseguições policiais – era exibido na última.

Ah, Renato, mas a América Central parâmetro para o consumo de MMA!

Sim, mas, digo, sem medo de errar, que 80% dos presentes eram americanos, canadenses ou europeus com idades entre 20 e 30 anos (exatamente nosso público alvo).

Fui atrás do gerente, peguei o malandro pela unha e supliquei, em portunhol medíocre, por algum canal com UFC. Afinal, o diabético precisava de sua insulina.

"NBC! Basquetebol! – respondeu o bigodudo apontando para uma das TVs.

Apelei para a mímica universal da luta, levantando a guarda e desferindo um jab no ar.

Ele coçou a cabeça e foi consultar um colega.

Quando voltou, trouxe consigo um controle remoto para substituiu a reprise do glorioso clássico Rayo Vallecano x Real Sociedad pela esquecida Fox Deportes.

Vois lá: Napão adentrava o cage.

Assim que Browne trapaceou, digo, nocauteou, saltou na tela figura conhecidíssima.

Tratava-se de um comentarista alto de orelhas protuberantes vestindo um belo terno.

Apesar de ser gaúcho, o cara falava espanhol fluente – forjado em inúmeras viagens a Madrid, local de trabalho da mãe.

Alguém arrisca um palpite?

Bom, no meio da guerra entre Miesha Tate e Cat Zingano reparei que era o único cristão que lançava olhares sobre aquele televisor. Nem os ingleses mamados me acompanhavam…

Me senti como um gringo assistindo partida de críquete em Copacabana.

Confesso que a falta de quórum me incomodou, afinal, não seria esse o esporte que mais cresce no mundo?

Mas a verdade é que nosso grau de fanatismo ainda não foi equiparado em outros cantos.

"As coisas estão loucas no Brasil, cara. O negócio por lá pegou fogo e eles estão se tornando o mercado mais importante para nós. É capaz do Lorenzo (Fertitta) ter que comprar um apartamento por lá em 2013 – disse Dana White há alguns meses.

Analisando friamente, nem no próprio Estados Unidos o MMA é totalmente legalizado.

Em Nova York, Connecticut e West Virginia, por exemplo, a lei proibe a realização de eventos. Por aqui, governos municipais injetam verba pública para garanti-los.

Na França também nada de octógono.

Outras potencias mundiais como Inglaterra, Índia, Alemanha, Itália, Espanha, China e Rússia, liberam, no entanto, não há acordos televisivos amplos e satisfatórios como o que o UFC tem com a Rede Globo no Brasil – fato que torna o processo de massificação do nosso melhor produto muito mais lento.

"Ainda estamos começando nossa caminhada. Os próximos anos serão insanos. Tenho convicção que podemos nos tornar o maior esporte do mundo – disse o careca em outra ocasião.

Em suma, o MMA está longe de ser adulto. Está mais para um adolescente púbere.

Para que locais remotos como o “Strikers” estejam abarrotados de maníacos como nós, muita água ainda tem que passar por debaixo da ponte.

"A paciência é amarga, mas seu fruto é doce – Jean-Jacques Rousseau.


http://sextoround.com.br/5300-mma-globalizado-a-batalha-apenas-comecou/


_________________
Ver perfil do usuário
A vá, MMA ainda é minusculo, praticamente sem expressão, hoje ele é conhecido pelos leigos mas mesmo assim é minusculo, é como o vôlei por exemplo, na verdade o MMA só é conhecido aqui, nos EUA, na Rússia e no Japão, no resto do mundo não é nada de mais.


_________________
Ver perfil do usuário
Hélio.. escreveu:A vá, MMA ainda é minusculo, praticamente sem expressão, hoje ele é conhecido pelos leigos mas mesmo assim é minusculo, é como o vôlei por exemplo, na verdade o MMA só é conhecido aqui, nos EUA, na Rússia e no Japão, no resto do mundo não é nada de mais.
no canada e na inglaterra tem boa influencia tbm...


_________________
Ver perfil do usuário http://mma-warriors.fightingboard.com
Esporte de luta? Todo mundo imagina o boxe.

MMA ainda engatinha, mas se depender do monopólio dos irmãos Fertitta, nunca passará disso.


_________________
VOLTA, WILLIAN!
Ver perfil do usuário
Texto bacana, mas versando sobre o óbvio.

E que diabos um camarada de férias na República Dominicana vai caçar assistir TUF Finale?

Essa profissão de jornalista não dá mesmo, viu!?!




_________________
mitoso escreveu:Tu ta se matando pra provar uma coisa que todo mundo sabe. Um fato...
Ver perfil do usuário
carabina escreveu:Texto bacana, mas versando sobre o óbvio.

E que diabos um camarada de férias na República Dominicana vai caçar assistir TUF Finale?

Essa profissão de jornalista não dá mesmo, viu!?!




Nem tão óbvio, Lucas. Diria eu, que, em certo modo, é até necessário.

A julgar pela geração Globinho, muita gente acha que Anderson Silva é mais famoso que Ayrton Senna!

E não é mentira. Um cara teimou comigo na fila do cinema, outro dia.


_________________
VOLTA, WILLIAN!
Ver perfil do usuário

Conteúdo patrocinado


Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo  Mensagem [Página 1 de 1]

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum